Nos últimos quatro anos, de acordo com relatório do TCU, foram desativados na rede pública de saúde 123 mil leitos, uma média de 10 por dia, principalmente nas áreas de Psiquiatria, Pediatria e Obstetrícia. O orçamento da união mostra que dos R$ 47,3 bilhões investidos pelo Governo Federal 8,2% desse valor foi destinado ao Ministério da Saúde, o que representa uma média de R$ 3,9 bilhões.  

O relatório do TCU mostra também que em relação a assistência hospitalar  há insuficiência de leitos, superlotação nas emergência hospitalares, carência de profissionais de saúde, desigualdade de distribuição de médicos no país, falta de medicamentos e insumos hospitalares, carência de equipamentos ou equipamentos obsoletos, inadequada estrutura física e insuficiência de recursos de tecnologia da informação.

Estes dados foram apresentados no CFM pelo Conselheiro Federal do Rio Grande do Sul e demonstram com clareza a nossa vivência diária. Para que o país tenha autossuficiência de leitos hospitalares necessitaríamos da abertura de cerca de 350.000 novos leitos, algo surreal frente a insensibilidade da atual política de saúde do governo federal.

Recentemente, em visita a nossa capital o ministro da saúde, Sr. Arthur Chiori, ao saber que as entidades médicas e os acadêmicos de medicina da UNIDERP e UFMS estavam presentes no evento, protestando, pacífica e democraticamente, acovardou-se e, na surdina e de forma sorrateira,  mudou o local do evento e nos impediu de participar, usando inclusive a força policial. Esta é a maneira que o atual governo trata a classe médica. Querem nos calar a todo custo, pois sabem que somos fortes. Em recente pesquisa somos os profissionais com maior credibilidade na sociedade e nossa opinião pode mudar o atual quadro político, basta cada um de nós, com o nosso trabalho e testemunho mostrar aos nossos pacientes as mazelas de uma política de saúde nefasta, voltada única e exclusivamente ao interesse eleitoreiro.

O CRM, autarquia federal, dentro de suas atribuições legais respeitará como sempre fez as leis, mas não se omitirá de sua principal tarefa, que é a de bem servir e propiciar à sociedade o melhor da prática médica. Em recentes eventos políticos na nossa capital, entregamos aos candidatos Eduardo Campos e Aécio Neves uma carta com as principais reivindicações da nossa categoria. Este documento, elaborado em comum acordo com as outras entidades médicas, encontra-se em nosso site para leitura de todos.

Finalizando, no mês de Agosto, teremos eleição para os nossos representantes no Conselho Federal de Medicina e lembro a todos que o voto é obrigatório. Vamos cobrar de nossos candidatos dedicação e compromisso com a classe médica.

Colegas não podemos perder a esperança de um país melhor para todos, confiem na nossa força. Grande abraço!

 

Alberto Cubel Brull Junior

 Presidente CRM-MS

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