Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou hoje (14) um banco de dados com informações de produtos para a saúde comercializados no País. A ferramenta permite que gestores, profissionais de saúde e outras pessoas interessadas comparem preços praticados no Brasil e no exterior de itens como marcapassos e stents (tubos utilizados para tratar o entupimento de artérias). De acordo com diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, o projeto começou a ser desenvolvido em 2006. “Diferentemente dos medicamentos, na área de produtos para a saúde, existe uma desorganização do mercado. Os preços praticados não são uniformes”, explicou. O banco de dados é parte de um acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Saúde (ANS), que vai repassar as informações para operadoras de planos de saúde. O objetivo é evitar a compra de produtos com preços superiores aos praticados no mercado. O diretor-presidente da ANS, Maurício Ceschin, lembrou que a Anvisa é a maior agência reguladora do país e que a ideia de as agências se unirem em prol do consumidor brasileiro tende a prosperar. Segundo ele, uma das questões consideradas cruciais é o nível de informação a que o cidadão tem direito para que possa tomar decisões. “[O banco de dados] é um primeiro passo, vai trazer à luz uma questão que tínhamos dificuldade: como são comercializados, quais as margens e as condições de preço de materiais especiais no país”, disse. “É um marco inicial de um projeto que pode oferecer demais e trazer uma nova clareza em relação à saúde em geral e à saúde suplementar”, completou. As informações de cada produto foram coletadas a partir de dados da própria Anvisa, de revistas especializadas, de pesquisas de empresas especializadas em auditoria médica e de dados provenientes de duas operadoras de saúde. Em um primeiro momento, serão disponibilizadas apenas informações de cerca de 250 produtos da área de cardiologia. A ideia é que o banco seja atualizado constantemente e agrupe outras seis áreas: ortopedia, análises clínicas, terapia renal substitutiva, oftalmologia, otorrinolaringologia e hemoterapia. Fonte:Agência Brasil – 14/09/2010

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