Deu início na manhã desta quinta-feira (20/09) o I Workshop de Telemedicina e Telesaúde dos Conselhos Regionais de Medicina da Região Centro-Oeste. O evento segue até o dia 21, em Brasília. A mesa de abertura do evento contou com a participação do presidente do Conselho Federal de Medicina, Edson de Oliveira Andrade, e o vice-presidente do Conselho Regional do Distrito Federal, José Nava Rodrigues Neto. As tecnologias modernas da telemedicina podem se manifestar de várias formas no ambiente da saúde, influenciando não apenas os médicos, mas os pacientes, familiares e todo o complexo de serviços de saúde. Seu uso envolve o ensino acerca de doenças e o respectivo tratamento, a segunda opinião médica (no caso de doenças complexas cujo diagnóstico e tratamento dependem da opinião de vários especialistas) e a construção de bancos de dados de referência epidemiológica. Chao Lung Wen, chefe da disciplina de telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, fez o panorama atual da telesaúde no Brasil. Wen explicou os benefícios do Projeto principalmente como estratégia contra a exclusão do interior e interação com alunos. “Com a diversificação da utilização da telemedicina certamente aumentará o acesso à saúde e permitirá uma significativa descetralização”, defendeu. Wen ainda expôs sobre como seriam aplicadas à Atencão Básica em Saúde no Brasil. Projeto Piloto Nacional de Telessaúde O Ministério da Saúde, por meio da Portaria 561/GM, de 16 de março de 2006, instituiu a Comissão Permanente de Telessaúde com algumas atribuições, entre elas, a de desenvolver trabalhos cooperados com vistas à estruturação da Telessaúde no Brasil. Nesse sentido, tomou a iniciativa de constituir um processo de educação e assistência à saúde, a partir do desenvolvimento de um Projeto Piloto Nacional de Telessaúde, com a participação de órgãos governamentais e privados, e universidades públicas. O Projeto utiliza as modernas tecnologias de informática, eletrônica e telecomunicação para integrar as equipes de Saúde da Família das diversas regiões do país com os centros universitários de referência, para melhorar a qualidade dos serviços de saúde prestados à população. Objetivos do Telessaúde – melhorar a qualidade de serviço da saúde por meio da qualificação continuada dos profissionais das equipes de Saúde da Família; – aumentar a facilidade de acesso a serviços especializados; – agilizar a solução para problemas regionais; – promover a inclusão digital das equipes de Saúde da Família, – formar uma rede integrada para acompanhar os problemas de saúde, das diferentes regiões, através da atenção primária. – reduzir o custo de saúde por meio da redução de deslocamentos desnecessários, e pelo aumento das atividades de prevenção de doenças e promoção de saúde, – reduzir a sensação de isolamento dos profissionais de Saúde da Família e – ajudar na fixação dos médicos e demais profissionais de saúde nas áreas remotas O que é telemedicina? De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS – http://www.who.org), Telemedicina compreende a oferta de serviços ligados aos cuidados com a saúde, nos casos em que a distância é um fator crítico; tais serviços são prestados por profissionais da área da saúde, usando tecnologias de informação e de comunicação para o intercâmbio de informações válidas para diagnósticos, prevenção e tratamento de doenças e a contínua educação de prestadores de serviços em saúde, assim como para fins de pesquisas e avaliações. A maior parte das especialidades médicas já utiliza tecnologia da informação e comunicação para o desenvolvimento da prática médica à distância. O contínuo desenvolvimento da tecnologia de telecomunicações vem afetando os profissionais de saúde, abrindo novas possibilidades para a colaboração a serviços prestados em regiões muito distantes. Dentre os usos de telemedicina mais conhecidos estão a videoconferência médica, os trabalhos colaborativos e o estudo de casos na área de pesquisa; a educação à distância, a educação continuada, a especialização, o aperfeiçoamento e a atualização na área de capacitação profissional; e a segunda opinião, a consulta on-line e o telediagnóstico por imagem na área de atendimento. No Brasil, as ações em Telemedicina vêm sendo realizadas desde a década de 90, porém de forma tímida. Um país com dimensões continentais, no entanto, tem muito a ganhar com a formação e a consolidação de redes colaborativas integradas de assistência médica a distância. Benefícios como a redução dos custos com transportes e comunicações e a possibilidade de levar a medicina especializada a regiões remotas do país fazem enorme diferença. A Telemedicina foi regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina através da Resolução CFM 1.643/2002, em cujo artigo 1º a define como sendo “[…] o exercício da Medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação audio-visual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em Saúde.” Fonte: Portal Médico

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