Após o encerramento, a primeira atividade do 3° Fórum Nacional de Integração do Médico Jovem foi o “1st International Young Doctors Forum”, que debateu os desafios da medicina no mundo. O primeiro palestrante foi o representante da Comunidade Médica de Língua Portuguesa, José Francisco Pavão, que falou sobre “Saúde global e diplomacia na saúde”. Em sua fala, o português defendeu o fortalecimento da saúde pública para que “possamos atingir a equidade, igualdade e justiça social em todos os países”.

Em seguida, o conselheiro federal e ex-presidente da Confemel, Jeancarlo Cavalcanti, discorreu sobre as consequências das migrações humanas, especificamente sobre a entrada recente de haitianos e venezuelanos no Brasil. “A imigração é um problema e uma solução. P país emissor perde mão-de-obra qualificada. Quem recebe, dependendo do volume, pode enfrentar situações de colapso, como a encontrada hoje em Roraima. Por outro lado, a imigração pode ser uma solução para os problemas da Europa, que sofre com o envelhecimento da sua população”, raciocinou.

A definição de quem é o médico jovem foi apresentada pelo membro da Comissão de Integração do Médico Jovem Nívio Lemos Moreira Júnior, que fez uma apresentação sobre a participação do médico de até 40 anos no cenário global. “Dentro da Associação Médica Mundial (WMA), começamos a nos organizar em 2007 e criamos nossa associação m 2011, no Uruguai. Essa união é muito importante, pois conseguimos nos fortalecer. Em conversa com colegas colombianos, por exemplo, descobrimos que organizacionalmente estamos mais avançados do que eles, que só recentemente passaram a ser remunerados pela participação em residência médica. Aqui, a nossa luta é por uma remuneração melhor”, contou.

O conselheiro regional do Conselho Regional de Medicina de São Paulo e diretor da Associação Médica Mundial (WMA), Miguel Roberto Jorge, responsável pela palestra “O que está mudando na medicina no cenário global”, apresentou diversas pesquisas sobre os avanços e desafios da medicina. “De 1960 até hoje, tivemos diversos avanços, como o aprimoramento dos antibióticos, descobertas de novas vacinas e avanços na medicina por imagens, na terapia intensiva e nos transplantes. Mas, apesar desses avanços, não eliminamos nossos problemas e eles nunca serão eliminados”, afirmou. Entre os desafios da medicina estão a obesidade, a resistência aos antibióticos, o envelhecimento da população e o consequente aumento das doenças demenciais, a implantação de programas de bem-estar funcionais, a prevenção de doenças e a forma de manejar as doenças crônicas, entre outros.

Ao final das discussões, a coordenadora da mesa redonda, conselheira federal Dilza Ribeiro, elogiou os temas abordados. “Formei e fiz residência no Rio Grande do Sul e depois fui trabalhar no Acre. Nas apresentações realizadas aqui, fiquei feliz em ver a preocupação com esses médicos que se destinam a atuar em áreas distantes, geralmente do exército. Todos somos médicos, não importando o local de trabalho, e esse sentimento deve ser incentivado”, concluiu.

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