O primeiro tema dos debates, “O uso do placebo em situações em que há tratamento efetivo”, foi coordenado pelo diretor científico da AMB, Giovanni Cerri, tendo como palestrantes Márcio Versiani, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Dirceu Grecco, da Universidade Federal de Minas Gerais, apresentando posições divergentes sobre a utilização de placebo. Os debatedores escolhidos para o assunto foram Edson Andrade (CFM); José E. Siqueira (Sociedade Brasileira de Bioética); Artur Beltrame Ribeiro (Unifesp) e Jorge Kalil (FMUSP). “Não dá para usar placebo quando houver outra possibilidade de melhor ajuda ao paciente”, defendeu o presidente do CFM, Edson Andrade na abertura dos debates. “Temos um compromisso irrevogável com os nossos pacientes”, acrescentou. “Será que ainda neste século vamos atuar sem considerar o ser humano um sujeito e sim como objeto?”, questionou José E. Siqueira, da Sociedade Brasileira de Bioética. Artur Beltrame Ribeiro, da Unifesp, abordou aspectos éticos da situação: ‘Nem sempre pode se considerar antiético quando não há conhecimento específico. Por isso, é importante a distinção entre os limites do conhecimento e da ética. O professor da FMUSP, Jorge Kalil, destacou a importância da delineação da pergunta científica. “É preciso que tenha viés ético e científico, ajudando o médico no tratamento ao paciente. Assim, temos que ter a premissa do que estamos estudando. Se não houver um questionamento científico claro, não se deve prosseguir com o estudo”, disse. Em seguida, o tema foi aberto à participação do público. (fonte: AMB – 20.08.08)

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