Nos dias frios, o número de infartos pode aumentar até 30%. Se a pessoa vive numa cidade poluída, o risco é ainda maior. Quem tem problemas no coração deve se prevenir, andar bem agasalhado e não esquecer de proteger o rosto, porque o ar gelado entra pelo nariz e pela boca.

Põe a mão numa água gelada, ela fica branca, as artérias se contraem para a gente não perder o calor. As pessoas que já têm doença no coração, nas coronárias, podem ter nessa hora um reflexo e ter um espasmo, uma contração do vaso onde já existe a doença, as plaquinhas de gordura. Se uma romper, forma um coágulo e entope a artéria , explica o cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, Luiz César.

Em relação à poluição, o médico diz que não tem muito jeito. Na capital, nos meses de inverno, o número de atendimentos de hipertensos nos hospitais aumenta. No frio, ainda mais com a poluição, aumenta a infecção respiratória. Quando a gente tem uma infecção, nosso organismo fica mais inflamado e as plaquinhas também se inflamam e facilita que elas rompam , completa o cardiologista.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia explica que quem vive na capital paulista tem até três vezes mais risco de ter um infarto do que uma pessoa que vive em uma cidade não poluída. As substâncias ruins do ar fazem aumentar a pressão arterial. Dos 11 milhões de paulistanos, 26,5% tem hipertensão, segundo o Ministério da Saúde.

Só no Hospital São Paulo, normalmente são atendidas 15 pessoas hipertensas por dia. Em dias secos, esse número ultrapassa 40. Podemos constatar que nos períodos de maior poluição atmosférica havia uma chegada de até três vezes mais o número de pacientes com hipertensão com alguma complicação , diz o cardiologista José Abraão Cury.

Os poluentes que entram no corpo de um hipertenso ficam nas artérias e elas sofrem alterações. Qualquer transformação nas paredes internas pode provocar o acúmulo de gordura e até obstrução da artéria. Os poluentes ficam no corpo por até sete dias. Se o hipertenso respira poluição diariamente, pode ter uma crise a qualquer hora.

Fonte: A Tribuna – Baixada Santista

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