Os hospitais particulares de Campo Grande alegam que têm estrutura para atender os pacientes conveniados. O esclarecimento repassado à reportagem foi de que todos os casos de acidentes são encaminhados à Santa Casa por causa de determinação feita aos bombeiros. No Proncor, que possui duas unidades hospitalares em Campo Grande, não são realizados atendimentos de pediatria e obstetrícia, mas, conforme o chefe de enfermaria, Cleiton Robson de Oliveira, há especialistas para todas as outras áreas. O hospital conta com 20 vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo seis para atendimento coronariano e o restante geral. “Temos capacidade para atender todos os casos de especialidades dos pacientes que possuem convênios e particulares”, afirma Oliveira. Ele afirmou que há uma equipe de médicos de plantão no hospital, mas admitiu que nem sempre todos os especialistas estão de plantão. Sobre os casos de acidentes, que sobrecarregam a Santa Casa, Oliveira afirmou que muitos pacientes conveniados são transferidos para o Proncor. “Os pacientes não são encaminhados diretamente ao hospital porque há uma determinação feita aos bombeiros e Samu para levá-los à Santa Casa. Mas, posteriormente, muitas pessoas acabam utilizando os leitos de UTI do hospital”, afirma. A situação é semelhante no Hospital El Kadri que possui 12 leitos de UTI e outras seis no Sírio Libanês. “Mesmo que seja caso de convênio, os bombeiros encaminham os pacientes para a Santa Casa e, em alguns casos, eles são transferidos ao hospital”, afirma a diretora administrativa Amélía Porto. Amélía também garantiu que o El Kadri possui todos os especialistas, como neurocirurgia e ortopedia e garantiu que o hospital tem capacidade para atender casos de alta complexidade. Ela afirmou que o hospital ainda não possui uma referência específica. Os dois representantes dos hospitais afirmaram que a superlotação nos hospitais (Hospital Regional, Hospital Universitário e Santa Casa) não prejudicou o atendimento e não houve aumento de pacientes. A reportagem também tentou falar com o diretor administrativo do Hospital da Unímed, Cláudio Wanderley Luz Saab, mas foi informada pela assessoria de imprensa que ele estava viajando e não havia outra pessoa para falar sobre os atendimentos. Em maio deste ano, Saab concedeu entrevista ao jornal O Estado e informou que o hospital tem um projeto para ampliar o número de leitos, passando dos atuais 47 para 120 vagas. (MC) (fonte: jornal O Estado de Mato Grosso do Sul – 30.07.2008)

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