Nos dias 04, 05 e 06 de Agosto médicos, acadêmicos do curso de Medicina do Centro Universitário do Espírito Santo-UNESC, da Universidade Vila Velha-UVV, da Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG e da Universidade Presidente Antônio Carlos-UNIPAC, Campus Juiz de Fora estiveram reunidos no Auditório do UNESC, Campus Colatina, para juntos chegarem à resposta acerca de qual médico a sociedade precisa.

O IV Seminário de Humanidades Médicas, cuja temática remete à pergunta: De que Médico a sociedade precisa?, contou com várias atividades. Na quinta-feira (4), foi realizada uma Oficina de Formação Política, sobre filosofia, da política e saúde. O objetivo do curso não foi ministrar Ciências Políticas, mas sim estratégias e ferramentas políticas aplicadas ao contexto da saúde brasileira, incluindo análises e estudos dirigidos.

Na sexta-feira (5), foi realizado um Simpósio-Satélite dentro do Seminário, com a temática: Educação Médica na visão do Estudante. Na abertura, os participantes acompanharam um vídeo acerca de aplicativos e seu uso no ensino médico. Em seguida, acompanharam virtualmente a realidade de estudantes da UFAM-Universidade Federal do Amazonas, UFVJM-Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri e FMP- Faculdade de Medicina de Petropólis, com relação aos métodos de ensino, dificuldades e benefícios que encontram em suas instituições.

No decorrer do simpósio, os temas foram os mais diversos. O primeiro workshop remeteu aos métodos de estudos aplicados à Medicina. O tema foi ministrado pelo acadêmico Rafael Ageu, coordenador de um grupo (GEDAAM-Grupo de Estudos em Didática Aplicada ao Aprendizado em Medicina), na Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG.

No período da tarde, a abertura oficial levou os participantes a um passeio pela história da Medicina, pelo Brasil e pelo mundo. Foram apresentados depoimentos de médicos, estudantes e pacientes, que opinaram acerca de qual médico precisamos hoje?
Em seguida, compondo a mesa de abertura; Hélio Angotti Neto, coordenador do Curso de Medicina do Centro Universitário do Espírito Santo; junto com Edgar Gatti, diretor e delegado do SIMES-Sindicato dos Médicos do Espírito Santo e o coordenador da Comissão de Ensino Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM), Lúcio Flávio Gonzaga Silva; compuseram a mesa de honra do evento, proferindo algumas palavras para os participantes.

Na sequência, a conferência ministrada pelo conselheiro federal Lúcio Flávio trouxe à tona a discussão: A medicina na intersecção entre tecnologia e humanidades. Estamos vivendo uma era de incertezas na classe médica. Com a revolução da informação e da tecnologia “vestível”, as possibilidades do cuidado com a saúde são as mais variadas possíveis. Já vivemos em um mundo onde as pessoas já vem à consulta com a hipótese diagnóstica pronta, pois antes de procurarem um médico, já questionaram ao “Dr. Google” acerca de seus sintomas. Sabemos que adequar-se à tecnologia é inevitável, e fundamental na era em que vivemos, a ressalva se faz presente quando essa adequação se torna fator preditivo para o abandono dos aspectos humanos. E isso é preconizado em nosso Código de Ética, em seus princípios fundamentais.

A última palestra da sexta-feira, teve como tema: O coração de um verdadeiro médico. Ministrada por Hélio Angotti Neto,criador do SEFAM-Seminário de Filosofia Aplicado à Medicina, diretor Editorial da revista internacional em Humanidades Médicas Mirabilia Medicinae, sediada no Institut d’Estudis Medievals da Universidade Autônoma de Barcelona, médico (UFES), residência em Oftalmologia e doutorado em Ciências Médicas (USP); Visiting Scholar em 2016 da Global Bioethics Education Initiative do Center for Bioethics and Human Dignity, no qual apresentou essa palestra. Durante esse tempo nos perguntamos: como formar um bom médico? Como educar para ser uma boa pessoa, e consequentemente um bom médico? Não seria pretensioso ousar educar para o certo, para a virtude? A virtude seria uma qualidade moral particular. Uma disposição estável de praticar o bem; revela mais do que uma simples característica ou uma aptidão para uma determinada ação boa, trata-se de uma verdadeira inclinação. São todos os hábitos constantes que levam o homem para o bem, quer como indivíduo, quer como espécie, quer pessoalmente, quer coletivamente. Diante desse fato, aprendemos que ser médico vai além de um registro frente ao conselho que rege a profissão, o verdadeiro coração de um médico abarca virtudes (confiabilidade, compaixão, prudência, justiça, temperança, integridade e dignidade).

Para finalizar o evento, foram discutidas questões que assolam a carreira médica: falta de respeito com o profissional, entraves como a falta de recursos, gestão ineficiente, corrupção, judicialização da saúde, lei do ato médico.

* Com informações da Liga Acadêmica de Humanidades Médicas.

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