A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT – realiza dia 10 e 11 de janeiro, nos salões do Royal Palm Plaza, em Campinas, no interior de São Paulo, o mais amplo exame para concessão de Título de Ortopedista do qual participam, este ano, mais de 700 médicos do Brasil inteiro, um número recorde.

    Modelo para exames de outras especialidades, a prova é tão importante que o presidente da Comissão de Ensino e Treinamento da SBOT, João Antonio Mateus Guimarães, selecionou cerca 500 de examinadores e observadores. “São professores ortopedistas envolvidos com a formação de profissionais de todo o país, que irão avaliar os candidatos ao Título de Especialista”, lembra Guimarães. Além disso, o exame irá contar com o apoio de soldados do Exército, que farão o papel de pacientes para os candidatos realizarem exames de maneira simulada, de situações do dia a dia de consultórios de Ortopedia e Traumatologia.

     O presidente da SBOT, Flávio Faloppa, explica que, ao contrário do Governo Federal, que isentou os médicos trazidos do exterior do exame de capacitação, “a SBOT assume a responsabilidade de comprovar que um médico está absolutamente apto e capacitado e domina até as mais recentes inovações da Ortopedia, para que só então ele passe a se apresentar como especialista perante a sociedade brasileira”.

     Tanto é assim que este ano o exame irá incluir um modelo de recém nato para avaliação clínica de problemas ortopédicos e também irá avaliar, pela primeira vez, a habilidade cirúrgica do profissional em técnica de artroscopia. O candidato a ortopedista precisará comprovar que sabe fazer a cirurgia minimamente invasiva, na qual o profissional opera acompanhando diminutos instrumentos cirúrgicos que penetram por pequenas incisões no organismo do paciente, operando guiado por imagens de vídeo.

   O presidente da Comissão de Ensino e Treinamento da SBOT conta que, além dos exames teóricos e práticos e da simulação de atendimento, cada candidato precisa ainda apresentar um trabalho científico por escrito. Ele assevera que há condições para isso, pois, além de formados em Medicina, todos concluíram os anos de Residência em Ortopedia, em serviços reconhecidos pelo MEC ou pela SBOT ou então comprovaram que estão formados há mais de cinco anos e que exerceram atividades que contam pontos para a titulação.

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