O especialista em Medicina Nuclear, o médico George Calapodopolus destaca que a tecnologia inovadora, testada e amplamente utilizada no mundo, a Medicina Nuclear é a resposta certa em momentos imprescindíveis, quando outros exames, ainda, são incapazes de apresentar um diagnóstico efetivo.

George ressalta que por se tratar de um método de imagem não invasivo, de corpo todo, e com boa sensibilidade e especificidade para identificar lesões viscerais ou nodais, a tomografia por emissão de pósitrons (PET) acoplada à tomografia computadorizada (CT), ou simplesmente PET/CT, tem importante valor no estadiamento sistêmico de neoplasias de mama.

“O método, afinal, pode detectar massas metastáticas ocultas e alterar a conduta clínica em até 40% dos casos, sobretudo ao encontrar metástases ósseas não visualizadas por outros exames”. Embora não substitua a pesquisa do linfonodo sentinela nem a biópsia no estadiamento linfonodal locorregional (fio para notas vizinhas), o estudo por PET/CT também é útil para assinalar o melhor local da punção em casos selecionados, como pacientes de alto risco, mulheres sintomáticas e portadoras de neoplasias avançadas, além de servir para a avaliação de metástases linfonodais em sítios específicos, como na cadeia mamária interna, onde apresenta eficácia superior à de outros recursos de imagem.

Para completar, a combinação da PET com a CT ainda tem aplicações no controle de tratamento de lesões mamárias malignas, seja após quimioterapia, seja após cirurgia, e na pesquisa de recidivas tumorais em mulheres já tratadas.

Cintilografia para a pesquisa de linfonodo sentinela – O prognóstico do câncer de mama depende fundamentalmente da investigação do comprometimento axilar. Em tumores pequenos e tipos histológicos com baixa probabilidade de metástase, a pesquisa do sentinela possibilita a retirada de apenas um linfonodo para realizar esse estadiamento, evitando o esvaziamento completo da axila caso ele esteja realmente livre de células metastáticas.

Eficácia – Com isso, diminui-se o tempo cirúrgico, assim como a morbidade e a incidência de linfedema do membro superior ipsilateral, o que melhora consideravelmente a qualidade de vida das pacientes. A cintilografia consegue essa proeza porque o radiofármaco injetado na região periareolar – fitato marcado com tecnécio-99m – migra pelos vasos linfáticos e estaciona no primeiro linfonodo de drenagem mamária, que, como tal, é também o primeiro a receber células malignas.

Fonte: Jornal de Uberaba

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