Reajuste salarial, plano de carreira e aumento no repasse do SUS (Sistema Único de Saúde). Esta é a receita proposta pela classe médica para melhorar o atendimento em saúde no Estado. Nesta quarta-feira, “Dia Nacional de Protesto”, durante entrevista coletiva, representantes de entidades como sindicato dos médicos, CRM (Conselho Regional de Medicina) e Associação Médica destacaram as dificuldades encontradas pelos profissionais no interior de Mato Grosso do Sul. No cenário de problemas, figuram os médicos que vão atuar no Programa Saúde da Família e ficam exposto à variação salarial e até mesmo acordos políticos, pois não são registrados; além da falta de infra-estrutura, como medicamentos e equipamentos. De acordo com o presidente do sindicato dos médicos, João Botelho de Medeiros, as dificuldades encontradas no atendimento nas cidades do interior refletem no aumento da procura pelo sistema público de saúde da Capital. Ele também aponta que a tabela do SUS para consultas e procedimentos está defasada. O sistema público paga R$ 2,50 pela consulta com clínico-geral e pediatra; R$ 10 pela consulta com médico especialista; R$ 42 por uma cirurgia de média complexidade e R$ 200 pelo procedimento de alta complexidade. O reajuste também é extensivo aos salários, que para os médicos deveria ser de R$ 6,9 mil por 20 horas semanais. Atualmente, o mesmo período corresponde a um pagamento de R$ 1,6 mil. Mato Grosso do Sul possui 3,5 mil médicos, deste total 90% atende pelo SUS. “O médico tem uma responsabilidade monstruosa”, enfatiza o presidente do CRM, Sérgio Renato de Almeida Cruz. Segundo ele, o profissional vive sobre pressão e precisa de 3, 4 empregos. De acordo com Sérgio Cruz, o dia de protesto é o início de uma série de mobilizações da categoria. Na próxima terça-feira, acontece a primeira reunião do Pró-SUS, comissão estadual para discutir o setor. Conforme o presidente do CRM, por mês é realizado cerca de 400 mil consultas pelo sistema público. Ele destaca que o atendimento em saúde exige recursos, pois, quanto “mais tecnologia, mais caro fica”. Fonte: Campo Grande News

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