O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS) realizou na noite desta terça feira (31), o I Simpósio de Ética em Publicidade Médica. O evento abordou diversos aspectos da comunicação seja por meio de jornais, mídias sociais, ou quaisquer outros veículos.

A conferência debateu, ainda, questões jurídicas da divulgação e da proteção ao paciente, além de esclarecer as regras da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (CODAME) e deliberar sobre o correto preenchimento do prontuário eletrônico.

O presidente da autarquia, Celso Rafael Gonçalves Codorniz, explicou que qualquer tipo de comunicação com o publico deve ser estritamente informativa, “a publicidade médica deve ser feita no intuito de aconselhar, e nunca com caráter sensacionalista ou mercantilista”.

Para a presidente do CODAME, Elza Garcia, uma das preocupações é que a publicidade tem o poder de criar expectativas e ressaltou que: “É vedado aos médicos participarem de concursos ou recursos semelhantes, tais como: “médico do ano”, “destaque”, “melhor médico”.

Já o assessor de comunicação do CRM/MS, Fabio Sárzi, abordou a comunicação por meio de redes sociais e imprensa, ressaltando que, “a publicidade é fundamental para todas as áreas e quando bem feita é extremamente proveitosa tanto para os médicos quanto aos pacientes”. Sárzi afirmou ainda que: “A medicina tem regras bem rígidas, no entanto é importante frisar que estas diretrizes não são para barrar a publicidade, muito pelo contrario elas existem para a comunicação seja feita de forma ética, sem que haja sensacionalismo, autopromoção e concorrência desleal”. 

Juliano Kerber, assessor de tecnologia da informação do CRM/MS, explanou sobre prontuário eletrônico, evidenciando que os sistemas devem ser certificados pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) e cumprir as determinações do CFM. “Esta certificação tem sobretudo o intuito de proteger dados dos pacientes e facilitar as consultas pelos profissionais de saúde, tornando o processo mais seguro e ágil”.

De acordo com assessor jurídico do Conselho, Rodrigo Flávio Barbosa, a publicidade feita de acordo com a forma prevista em lei é benéfica. No entanto alerta que: “tanto o médico quanto o profissional que irá desenvolver a comunicação deve estar atento a legislação para não incorrer em ilícitos”.

E a organizadora do evento, Luciene Lovatti, encerrou o Simpósio solicitando aos participantes que façam uma ação multiplicadora, levando o debate à todos os colegas de classe.

Veja fotos do evento


Ariadne Carvalho – Abaetê Comunicação

 

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