No País, dados do Ministério da Saúde revelam que, de 1999 a 2009, o total de casos confirmados de hepatite B é 96.044. Mais de 50% se concentram entre indivíduos de 20 e 39 anos e cerca de 90% são agudos. Em 2011, o Ministério da Saúde vai ampliar em 163% a quantidade de vacinas compradas para a hepatite B. Se hoje a faixa etária que recebe a dose vai dos 0 a 19 anos, com a mudança, jovens e adultos de 20 a 24 anos também poderão se imunizar. Para aumentar a oferta, nesta primeira etapa serão adquiridas 54 milhões de vacinas a mais para hepatite B que em 2009. A quantidade faz parte de um total de 87 milhões de doses a serem utilizadas em 2011. Para reduzir a transmissão do vírus da hepatite B, até 2011 também será intensificada a oferta de triagem sorológica a todas as gestantes que fazem o pré-natal no Sistema Único de Saúde (SUS). Os recém-nascidos de mães portadoras da doença receberão profilaxia (vacina e imunoglobulinas). Para fortalecer a sociedade civil em relação às hepatites virais, o ministério, em parceria com a Unesco, também lança um edital para realização de ações de enfrentamento das hepatites. A medida busca melhorar a articulação do setor com os serviços do SUS, estimular o diagnóstico precoce e promover mobilizações comunitárias. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério apresenta, pela primeira vez, um documento com os principais números das hepatites virais no País. As medidas anunciadas marcam o Dia Mundial do Combate a Hepatites Virais, conforme resolução apresentada pelo Brasil na assembleia da Organização Mundial de Saúde (OMS) em maio de 2010. A vacina para hepatite B passou a ser oferecida pelo SUS desde a década de 1990. A vacinação começou na Região Norte, e a quantidade oferecida foi aumentando gradativamente, conforme levantamento de áreas endêmicas e populações mais vulneráveis. Ela é oferecida em três doses, tanto para crianças quanto para adolescentes. Uma vez imunizado contra hepatite B, o paciente também está protegido de ser infectado pelo vírus D. A transmissão da hepatite B se dá principalmente por meio de relações sexuais, acidentes com instrumentos contaminados por sangue ou pela gravidez, quando a mãe está infectada. Em relação à hepatite C, o total de casos confirmados de 1999 a 2009 é de 60.908. Muitas vezes, o paciente descobre a doença quando vai doar sangue. Em geral, são pessoas que fizeram transfusão até a década de 80 ou indivíduos que compartilharam seringas. A hepatite C pode ser uma doença silenciosa, porque os sintomas surgem depois de muito tempo que o vírus se instalou no organismo. Em geral, a maioria dos casos da hepatite C são descobertos acima dos 30 anos. Os dados alertam para a importância do diagnóstico precoce, pois, quanto mais tarde, maiores são as consequências. Cerca de 70% dos casos de hepatites C ficam crônicos. Perfil regional – As maiores taxas de detecção da hepatite B, no período de 1999 a 2009, são observadas nas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte. E, no caso da hepatite C, as maiores taxas estão no Sudeste e no Sul. Dados do Ministério da Saúde mostraram que a quantidade de exames oferecidos quase triplicaram nos últimos 5 anos. Em 2009, foram feitos 9,22 milhões de testes para diagnóstico de todas as hepatites. Em 2004, foram 3,59 milhões. O Brasil oferece diversos tipos de exames para o indivíduo que suspeita ter a doença. Para isso, basta ir a uma Unidade de Saúde ou a um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). A hepatite A atingiu cerca de 124.687 indivíduos entre 1999 e 2009, sendo a maioria homens. Mais de 50% dos casos confirmados estão nas regiões Norte e Nordeste. Com o perfil diferente, ela é mais frequente entre crianças abaixo de 5 anos e sua transmissão está ligada a água, alimentos e mãos contaminadas. Na maioria dos casos de hepatite A, o indivíduo recupera-se totalmente, eliminando o vírus do organismo. A insuficiência hepática aguda grave ocorre em menos de 1% dos casos. Medicamentos – Desde 2005, quando se iniciou o processo de centralização de compras, já foram investidos quase R$ 800 milhões em medicamentos contra hepatites. O gasto médio com remédio da hepatite C pode variar de R$ 1.562 a R$ 18.441 por tratamento/paciente e o da hepatite B, entre R$ 1.890 a R$ 5.859. Em 2009, um novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para o tratamento da hepatite crônica B e coinfecções incluiu novos medicamentos, o tenofovir, o entecavir e o adefovir, que junto com o interferon e a ribavirina passaram a ser oferecidos pelo Ministério da Saúde. Em 2010, foram comprados, mais de 890 mil frascos de medicamentos para as hepatites B e C, por um total de R$ 234 milhões. No momento, o protocolo clínico da hepatite C está em revisão. Como no tipo A a doença remite naturalmente, não houve gastos com medicamentos específicos. (Fonte: Ministério da Saúde – 29/07/2010)

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