Edivaldo Bitencourt Seccional sul-mato-grossense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS) apóia a mudança no fuso horário de Mato Grosso do Sul, equiparando-o com o de Brasília, conforme prevê projeto de lei apresentado pelo senador Delcidio do Amaral (PT). Os conselheiros são contra a realização de plebiscito para decidir sobre o assunto, por considerá-lo um gasto desnecessário aos cofres públicos, como prevê a proposta do senador Valter Pereira (PMDB). A entidade se manifestou a pedido de um grupo de médicos, liderados pelo cardiologista Luiz Ovando e pelo oncologista Adaltaberto Abrão Siufi, que é contra a mudança no horário do Estado. Para o presidente da entidade, Fábio Trad, durante os dois debates, ontem e no mês passado, ficou provado que a alteração não causará malefícios à saúde. Além disto, a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) convenceu os advogados dos bônus econômicos da medida. Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o atual fuso horário obriga as indústrias a ter um gasto anual de R$ 40 milhões com o pagamento de duas horas extras, o que representa 2% do gasto com pessoal. Argumentou ainda que a diferença de uma hora em relação aos estados mais desenvolvidos, como São Paulo e Paraná, gera prejuízos e emperra o desenvolvimento sul-mato-grossense. Além disso, destacou Sérgio Longen, levantamento do Observatório Nacional demonstrou que Mato Grosso do Sul não terá problemas com a mudança de fuso horário. “Precisamos, em definitivo, estarmos alinhados com o desenvolvimento para trazermos qualidade de vida para a nossa população. Não encontramos nenhuma comprovação de que a adoção do horário de Brasília trará problemas de saúde. A nossa intenção é mudar o horário e não o sol “. ressaltou. Para Delcídio do Amaral, que apresentou o projeto junto com o senador Jayme Campos (DEM/MT},o apoio de uma entidade do porte da OAB/MS só fortalece a proposta apresentada no Senado. As eleições municipais poderão emperrar a votação da medida neste ano. Contudo, ele admitiu que tudo dependerá de vontade da classe politica. Plebiscito Sobre o plebiscito, os conselheiros argumentaram que outros estados não fizeram consulta popular para mudar o horário, a media geraria mais gastos públicos e a mudança é prerrogativa do Congresso Nacional. Este foi o caso dos estados do Pará, Amazonas e Acre. “Não é caso de consulta popular”, afirmou Fábio Trad. Os defensores da consulta á população, que será obrigada a acordar uma hora mais cedo para ir ao trabalho ou escola, foram o deputado Paulo Duarte (PT) e Valter Pereira. Como o assunto é polêmico, a decisão dividiu o conselho estadual da OAB/MS. Contudo, segundo Trad a maioria absoluta se manifestou pelo apoio ao projeto para mudar o fuso horário do Estado. (fonte: jornal Correio do Estado – 28.06.2008)

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