Milena Crestani O Ministério Público Estadual (MPE) vai investigar se está havendo falhas na distribuição de pacientes entre os hospitais públicos de Campo Grande. Ontem, a promotora de Justiça da Cidadania, Sara Francisco da Silva, constatou que havia macas vazias no Hospital Regional (HR). Na quarta -feira (23), a promotora esteve nos três principais hospitais de Campo Grande (Hospital Regional, Santa Casa e Hospital Universitário) e constatou problemas de superlotação no setor de emergência de todos. Entretanto, no Pronto-Socorro do HR a situação não é tão grave. Havia alguns pacientes pelos corredores do HR, mas várias macas estavam sobrando. “Temos de verificar se há falha no encaminhamento ou se os pacientes estão permanecendo por muito tempo no setor de emergência nos outros hospitais”, afirma Sara. A promotora afirmou que vai analisar os relatórios encaminhados pelos hospitais, e irá solicitar os dados da central Estadual de Regulação de Vagas para avaliar como estão os atendimentos realizados no Estado. “É provável que haja uma má distribuição de pacientes”, diz. Só depois da análise dos documentos, a promotora vai definir se fará novas visitas aos hospitais e decidir qual procedimento deve ser adotado para resolver os problemas da superlotação. Ela disse que há possibilidade de remanejamento de vagas entre os hospitais. “Precisamos analisar se as especialidades do Hospital Regional não estão de acordo com as principais demandas de pacientes da Capital ou se está havendo uma melhor organização do hospital para acomodar os pacientes”, afirma a promotora. A reportagem tentou entrar em contato com a Central de Vagas para saber sobre a distribuição dos pacientes entre os hospitais da Capital. No entanto, a informação dada por funcionários é que o coordenador da unidade, Rogério Márcio Alves, estava viajando. Vagas José Roberto Almires da Silva, presidente da Fundação de Saúde, responsável pelo Hospital Regional, afirma, que foram realizadas mudanças na forma de atendimento para dar mais dinamismo ao encaminhamento dos pacientes para setores especializados. No entanto, ele afirma que o hospital também enfrenta problemas de superlotação. Na quarta-feira, por exemplo, havia 14 pacientes na sala de emergência em um espaço destinado a apenas seis pacientes. Na manhã de ontem, eram sete pessoas no local. Apesar das macas nos corredores, o número de respiradores no hospital não é suficiente e por isso, em alguns casos, os pacientes também precisam esperar por atendimento dentro das ambulâncias. O setor de emergência conta com cinco respiradores. Silva afirma que, a usina de oxigênio do hospital não tem capacidade para atender a mais equipamentos. “Não faltam respiradores, mas temos que ampliar a capacidade da usina para que outros equipamentos possam entrar em funcionamento”, informou o responsável pelo HR. (fonte: jornal O Estado de Mato Grosso do Sul – 25.07.2008)

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