O Ministério da Saúde afirma que a falta de médicos em áreas remotas é um fenômeno mundial e diz seguir as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) para enfrentar o problema. Segundo a pasta, outras especialidades com carência são geriatria, saúde mental, cuidados intensivos, anestesiologia e saúde da família. Entre os fatores que afastam profissionais do interior estão a remuneração e a concentração das vagas de residência nos grandes centros. Médicos citam também falta de convívio com colegas, violência e dificuldade de acesso a bens e serviços. Para atacar o problema, o ministério lançou em 2009 o programa Pró-Residência, que visa aumentar a oferta de vagas de residência médica em localidades e especialidades prioritárias para o SUS. “Estudos mostram que a residência é um fator de fixação dos médicos. Se alguém faz residência em São Paulo, a tendência de ficar lá é alta, porque ele acaba criando uma rede social”, diz o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do ministério, Francisco Campos. Outra iniciativa é o abatimento de parte da dívida com o Fies (programa de financiamento do ensino superior) de médicos que atuem em certas regiões. Também foi montada uma comissão para elaborar um plano de carreira para o SUS. Campos lembra que o ministério está investindo na rede Telessaúde, que permite às equipes do programa Saúde da Família obter uma segunda opinião, de forma remota, sobre os casos com que lidam no dia a dia, diminuindo a sensação de isolamento. (Fonte: Folha de São Paulo, 25.10.10)

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