Servidores que atuam no Hospital de Pronto Socorro (HPS), Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV) e nos prontos atendimentos (PAs) de Porto Alegre fazem, a partir das 9h desta segunda (3), ato em frente ao Paço Municipal. O dia integra a mobilização do calendário de estado de greve do segmento, que reúne médicos, odontólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais ocupações.

     As categorias cobram audiência com o prefeito José Fortunati, que é esperada para esta segunda ainda, para tratar da concessão de insalubridade, inerente a serviços de emergência, e condições de atendimento, diante da falta de pessoal, corte de horas extras que reduz ainda mais a capacidade de atendimento e precariedade da estrutura das unidades.

     Exemplo disso é a desativação de unidades e especialidades no HPS (como a UTI clínica), equipes atendendo em PAs e hospitais com número abaixo do recomendado e bloqueio de leitos do HMIPV – mais de cem das 236 vagas existentes não estavam sendo disponiblizadas a internações por falta de pessoal. O fechamento da emergência pediátrica do HMIPV que deveria ocorrer nesta segunda acabou adiado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), após denúncia do Sindicato Médico do RS (SIMERS) de que serviço deixaria de atender por falta de pessoal. A SMS teria optado por reduzir de 20 para oito leitos na unidade, remanejando servidores.

    Informações obtidas pelo SIMERS indicam que a disponiblidade de leitos é menor em todas as unidades. Nos registros do Ministério da Saúde, o hospital aparece com 236 leitos, todos SUS, mas na prática nem todos estão liberados. Na unidade de psiquiatria, apenas 12 dos 24 leitos são usados para tratar gestantes dependentes químicas e com transtornos. Nas UTIs, no centro obstétrico e na internação pediátrica, também a oferta real é menor. A situação se agravou em janeiro depois que a prefeitura determinou corte de horas extras, que estavam servindo justamente para compensar a flata de pessoal.

    Na quinta-feira passada, paralisação de duas horas levou servidores às ruas nos hospitais e nos postões. A prefeitura estaria estudando novos critérios para emissão de laudos de insalubridade, que devem reduzir a gratificação e retirar para muitos casos. A diretora do Sindicato Médico do RS (SIMERS), que está na mobilização, Clarissa Bassin esclarece que os profissionais estão permanentemente expostos a riscos e que os gestores têm agido para retirar direitos. “O SIMERS propôs uma lei para definir regras sobre saúde ocupacional para os municipários, que pode nortear a concessão de insalubridade”, explica Clarissa.

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