Edivaldo Biteencourt Sabotagem contra a contratação de consultoria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) deixou o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian á beira de colapso, com a suspensão de cirurgias eletivas e restrição no atendimento de emergência. Além da abertura de 12 sindicâncias, o presidente da Fundação Estadual de saúde, José Roberto de Almeida , promete acionar a policía civil para investigar a depredação do patrimônio da instituição, incluindo-se lençóis, cobertores e roupas privativas. Paquera estima que até 10% dos 1.540 funcionários podem estar envolvidos nos supostos atos de sabotagem para comprometer as ações para pôr fim ao caos na instituição. “É um grupo muito pequeno de funcionários, mas que incomoda”, destacou, citando que médicos e enfermeiros também podem estar envolvidos nas irregularidades. Após o início da consultoria, em abril, o Regional conseguiu melhorar o fluxo dos elevadores, resolver o problema da falta de materiais médicos e medicamentos e ativar as oito salas do centro cirúrgico. Contudo, a nova política, que visa transformar a instituição em modelo da rede pública, esbarrou em atos de vandalismo e depredação. Mesmo com a regularização dos estoques de remédios e materiais, suficiente para doís meses, e a compra de 220 peças de roupa privativas para uso no centro cirúrgico e na Unidade de Terapira Intencisa (UTI) em maio, cirurgias foram suspensas por falar de vestuário apropriado.Uma das comossões da Fundação de saúde encontrou roupas novas cortadas com tesoura, comprovando os atos de sabotagem. O Governo adquiriu 764 novos jogos de lençóis em maio. Contudo, neste mesmo período, pacientes foram obrigados a trazer de casa cobertores e as próprias roupas de cama. Uma outra comissão encontrou lençóis escondidos em quartos dos funcionários, banheiros e amontoados em locais desativados.Paquera afirmou que encontrou dois sacos de lençóis sendo jogados do lixo. Em outro caso, a equipe flagrou pacientes com cobertores particulares, enquanto os de propriedade do hospital estavam escondidos em banheiros e quartos de repouso dos funcionários. Este boicote começou no final do mês passado, segundo o presidente da Fundação de saúde. Demissão e prisão Ele citou ainda outros casos de destruição do patrimônio público considerados graves. Quatro chuveiros instalados na unidade destinados aos servidores foram destruídos com barras de ferro. Seis mangueiras de metais furtados no intervalo de 24 horas. As comissões de sindicâncias poderão resultar na demissão dos servidores envolvidos nas irregularidades. Já os flagrados pela polícia civil, que será acionada após o caso ser comunicado ao governador André Puccinelli(PMDB), serão presos por destruir o patrimônio hospitalar, adiantou paquera. Ele explicou que o suposto grupo de sabotadoresestá “acostumado a receber e não trabalhar”.As metas da Unifesp são dobrar o número de cirurgias, das atuais 300 para 600 a 700 por mês.A resolutividade, tempo de internação dos pacientes, deverá ser reduzido de oito para quatro ou três dias. Mutirão para zerar cirurgias eletivas Paralelamente às investigações, a Fundação Estadual de saúde inciou um multirão para realizar todas as cirurgias eletivas pendentes no Hospital Regional. De acordo com o dirigente do orgão, José Roberto Paquera, cerca de 200 pacientes aguardam na fila para realizar o procedimento cirúrgico não considerado de emergência. Ao contrário do diretor do HR, coronel Valmir da Silva dos Santos, paquera garantiu que as cirurgias eletivas estão sendo realizadas. A meta é zerar o estoque atual de 200 cirurgias no período de dois meses. A central de regulamentação de vagas e funcionarios do hospital passaram a entrar em contato com os pacientes e agendar as internações. Todos os médicos foram obrigados a encaminhar a relação das cirurgias previstas. “A cirurgia só pode ser adiantada por motivos médicos”, destacou paquera, que se colocou à disposição da população (telefone 3378-2500) para receber as denúncias de sespensão ou recursos de paciente. Para evitar a dispensa de enfermos, a fundação criou uma comissão de internação. “Chegou (o paciente), internado e opera. Ninguém está sendo mandado embora por falta de leito”, garantiu.(EB) (fonte: jornal Correio do Estado – 04.06.2008)

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