O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) acionou novamente o MPF (Ministério Público Federal) para denunciar o sumiço de macas do PAM (Pronto Atendimento Médico) do HU (Hospital Universitário) de Campo Grande para restringir o atendimento. A nova denúncia foi protocolada na última sexta-feira, dia 29, pelo coordenador do Samu, Eduardo Cury. A denúncia surgiu depois que uma UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) móvel do Samu ficou por quase duas horas no PAM para que um paciente pudesse ser atendido na quinta-feira passada. Os funcionários alegavam falta de macas para deixar os pacientes, entretanto, o médico e enfermeira do Serviço verificaram que havia apenas duas macas nos corredores do hospital. Segundo Cury, o paciente estava com pressão alta e era diabético, o que agrava o estado de saúde, correndo risco de morte e, por isso, foi atendido na UTI móvel. O coordenador do Samu encaminhou documento ao Ministério Público comprovando que a ambulância chegou ao hospital às 3h05, mas foi liberada apenas às 5h03, quando o paciente foi atendido. “A demora em um atendimento como esse pode trazer vários prejuízos, pois outras pessoas poderiam estar precisando da UTI móvel naquela mesma hora”, afirma Cury, completando que o serviço de urgência do hospital não pode ter cota do que é ou não permitido. No dia 21 do mês passado, o Samu já tinha denunciado ao MPF o sumiço de macas e até leitos desmontados no HU, sendo que os atos estariam sendo realizados pelos servidores que estão em greve no hospital. Nesta época, ambulâncias do Samu chegaram a ficar mais de quatro horas esperando por atendimento. Dois dias depois da denúncia, o procurador da República Mauro Cichowski dos Santos acionou a direção do hospital e cobrou providências para solucionar o caso. A direção do HU garantiu instaurar uma sindicância para punir os responsáveis pela falta de macas. Cirurgias Eletivas Desde o início da greve dos servidores públicos federais da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o HU suspendeu as cirurgias eletivas e restringiu parte do atendimento em alguns setores. As cirurgias eletivas (agendadas que não são consideradas urgentes) não estão sendo realizadas. Nesta manhã, o Samu enfrentou outro problema com a restrição de atendimento no hospital. Uma mulher foi levada ao hospital porque estava com uma fratura no joelho, mas o atendimento foi negado porque os servidores alegaram que não realizam cirurgias eletivas. A paciente está com uma tala no joelho devido à fratura e não estava conseguindo atendimento, já que a Santa Casa está atendendo quase todos os pacientes de traumatologia que procuram a Capital. Direção A direção do HU informou nesta manhã ao Midiamax que ainda não foi comunicada sobre a nova denuncia. O diretor administrativo do hospital, Cláudio Silva informou que uma comissão foi formada para apurar a denuncia anterior sobre o sumiço de macas. Até o fim desta semana o HU espera ter uma posição sobre quem são os responsáveis por esconder as macas e desmontar os leitos para que menos pacientes fossem atendidos. O MPF deu prazo de aproximadamente dez dias para que a sindicância encontrasse ouvisse testemunhas e informasse sobre os culpados. O diretor não quis adiantar qual pode ser a punição destes servidores. Ele revelou que o HU continua em greve e citou que o pronto-socorro está superlotado, algo que todos os hospitais de Campo Grande estão enfrentando devido a falta de leitos disponíveis. Fonte: Midiamax News

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