O serviço de radioterapia do HU/UFMS (Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) deve continuar paralisado por tempo indeterminado. Segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a oferta do serviço está interrompida porque não há profissional especializado para o atendimento. O secretário acredita que o MPF (Ministério Público Federal) deve fazer pressão junto à União para abertura de concurso, já que não existe esse profissional atendendo no município. Mandetta explica que o equipamento do HU é caro, somente a pastilha de cobalto usada no tratamento custa cerca de R$ 200 mil, mas não há como agir. Sem o HU, a oferta de radioterapia pelo SUS (Sistema Único de Saúde) é feita no Hospital do Câncer, que não é público. Para o secretário, no universitário a prestação de serviço é mais humanizada. A alternativa seria Dourados, onde o atendimento é voltada especialmente ao cone-sul do Estado. A reportagem do Campo Grande News apurou que o profissional que atende na radioterapia do HU assinou durante todos os meses de julho, quando o serviço já estava interrompido, a folha de ponto funcional, mas tenta há dois dias checar a informação junto à direção do hospital. A direção ainda não respondeu à reportagem. A interrupção do atendimento a pacientes de radioterapia no HU não esbarra somente na falta de pessoal. A unidade não foi credenciada para receber recursos do Ministério da Saúde e, mesmo com equipamento em ordem e pessoal, sem o dinheiro o atendimento é praticamente inviável devido ao custo. A responsabilidade em credenciar o serviço é da Prefeitura de Campo Grande, que tem autonomia (gestão plena) sobre a distribuição dos recursos encaminhados pelo ministério. O assunto é de conhecimento do MPF. Segundo a assessoria de imprensa da Procuradoria da República de Campo Grande, a decisão do gestor é justificada por conta de projeto que tem como meta principal concentrar os atendimentos em radioterapia no HR (Hospital Regional). Fonte: Campo Grande News

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