Calor, estiagem e baixa umidade do ar. Esta é a previsão em todo Estado até o fim de semana. Conforme o meteorologista Natálio Abrão, as condições encontradas ontem, quando a umidade do ar atingiu os críticos 14%, deverão persistir até o fim de semana. Há previsão de chuva na próxima semana, entre os dias 10 e 12. Uma frente fria vinda da Argentina deve provocar chuvas na região Sul do Estado. Contudo, para chover em Campo Grande, é preciso que a frente fria afaste a massa de ar seco que está sobre a cidade. A Capital, que enfrenta a segunda estiagem durante o inverno, são 40 dias sem chuvas, amanheceu com umidade relativa do ar em 38%, bem distante dos 60% ideal para a saúde humana. Como não há previsão de chuva ou queda na temperatura, o índice é prenúncio de mais um dia de alerta quanto ao clima. “Em situações normais, a umidade, antes do nascer do sol, oscila entre 85% e 90%”, lembra o meteorologista. Segundo Natálio Abrão, duas estiagens prolongadas, a primeira durou 49 dias, são atípicas mesmo na Capital, marcada por inverno com pouca incidência de chuvas. “Em geral, a estiagem era mais esparsa, com chuva a cada 25 dias”, salienta. De acordo com ele, a maior estiagem enfrentada pelos campo-grandenses foi em 1988, com 84 dias sem chuva continuada durante junho, julho e agosto. Os dados das condições climáticas são armazenados desde 1961. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Campo Grande, Rodolfo Vaz de Carvalho, as aulas serão suspensas na Rede Municipal de Ensino caso a umidade do ar chegue a menos de 10%. A Defesa Civil irá orientar as redes estadual e particular para também dispensarem os estudantes. Saúde – A baixa umidade do ar, que predispõe a doenças respiratórias, exige cuidados, principalmente, quanto à saúde de crianças e idosos. “Com o tempo seco, tivemos que reforçar a hidratação”, enfatiza a irmã Terezinha Guimarães, responsável pela área de saúde do asilo São João Bosco. De acordo com a irmã Terezinha, aumentou o consumo de colírios e cremes hidratantes para a pele. O asilo atende 150 pessoas. Enquanto a chuva não vem, a baixa umidade exige algumas medidas preventivas como evitar exposição ao sol entre 10h e 17h (com ênfase para o horário entre 14h e 16h); ingerir líquido, principalmente água; evitar aglomerações e manter os ambientes úmidos com toalhas molhadas, bacias de água ou aparelhos umidificadores. Evitar manter o ar-condicionado ligado por um longo período também reduz os efeitos do tempo seco, assim como não colocar fogo em áreas urbanas e rurais e também em lixos. Fonte: Campo Grande News

Aviso de Privacidade
Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar o Portal Médico, você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse Política de cookies. Se você concorda, clique em ACEITO.