A Campanha de Vacinação contra Paralisia Infantil, encerrada no final desta tarde de sábado (25), atingiu apenas 42% da meta em Campo Grande. Segundo o secretário municipal de saúde pública em exercício, Salim Cheade, diretor técnico da secretaria, foram imunizadas somente hoje 15 mil crianças. No período de pré-campanha já haviam sido vacinadas mais 8 mil, totalizando 23 mil vacinações. A média ficou pouco abaixo do resultado nacional. Segundo o Ministério da Saúde, até agora os resultados computados apontavam que 48% da meta foi atingido em todo o país, com 8,2 milhões de crianças imunizadas. Em Campo Grande, a meta é vacinar cerca de 63 mil crianças menores de 5 anos com a vacina oral. O número representa 95% de crianças nessa faixa etária na Capital. Salim Cheade informou que, para melhorar o índice, a vacinação continuará até o começo de setembro. “Tivemos 15 mil imunizações em apenas um dia, o que não deixa de ser um bom resultado, mas vamos continuar atendendo à população nas unidades de saúde para chegar ao objetivo”, explicou. A campanha deste sábado envolveu 500 servidores municipais das secretarias de Saúde Pública e Educação. Foram montados postos de vacinação em locais estratégicos, mas o atendimento vai continuar nas Unidades Básicas de Saúde. “Quem não conseguiu ir hoje, pode ir na próxima semana a qualquer posto de saúde para imunizar as crianças”, convoca. As campanhas contra a Paralisia Infantil começaram no Brasil na década de oitenta. Desde então, foram mais de 50 mobilizações que tentam imunizar o maior número possível de crianças de uma só vez. Segundo especialistas, a dificuldade para chegar pelo menos à metade das metas, vem sendo comum nos últimos cinco anos, e pode ser sinal de desgaste do mecanismo. “Infelizmente, muitos chegam a questionar a necessidade da vacinação, levando em conta que o Brasil não registra um caso de paralisia infantil ha muito tempo. Mas o fato é que a doença ainda não foi erradicada universalmente. Isso vai acontecer quando não houver mais casos em lugar nenhum durante um período considerável. Somente quando a Poliomielite foi oficialmente classificada como extinta, pararemos as campanhas de vacinação”, explica Cheade. Fonte: Midiamax News

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